Saturno e Netuno em Peixes, final

 Saturno golpeia

Por Hector Othon

Saturno retrógrado em Peixes, em seus últimos passos junto a Netuno, nos recorda que existem feridas que pertencem à própria alma do Universo. Muitos sensitivos sentem essa dor sem conseguir explicar sua causa. Atenção.

Às vezes, a vida golpeia sem aviso: a perda de um filho, um acidente que invalida, uma doença que marca o rosto, a morte súbita de quem amamos… dores que parecem castigos do mal.

Mas não são castigos. São mistérios. E convém lembrar que, neste mesmo instante, inúmeros irmãos humanos atravessam essas fatalidades.

Aceitar não é considerar justo, mas permitir que a dor seja dor, sem máscaras. E, nesse espaço, algo nasce: a compaixão que nos torna mais humanos, a chama que insiste em brilhar mesmo no abismo.

Porque o sofrimento não se explica: se atravessa. E, ao atravessá-lo, ainda podemos escolher o amor. ✨💧

E se tua vida agora está livre dessas fatalidades, agradece, celebra, desfruta… e ora para que assim seja sempre contigo, com os teus e com todos os seres deste mundo. 🌎💛

Nosso maior sonho é que um dia reine a paz, a justiça, a beleza, o amor e o bem-estar para todos os seres da Terra.

Te amo.



Há momentos em que a vida fere como se quisesse marcar para a eternidade.

Imagina perder, de repente, um filho, uma amada, um irmão ou um amigo — sem aviso, sem despedida. O coração se rasga em mil pedaços.

Imagina ver o corpo mutilado: braços, pernas, sonhos levados em segundos por um acidente. Eu vi um rapaz cheio de vida cair de um pequeno muro e ficar inválido.

Imagina nascer com uma enfermidade que desfigura o rosto e nunca poder se esconder da crueldade dos olhares.

E há mais:
– A mãe que gera com amor e perde o bebê ainda no ventre.
– O jovem que, em plena juventude, é diagnosticado com uma doença rara e incurável.
– A família que vê sua casa arder em chamas, levando memórias e histórias junto.
– O homem inocente que passa anos preso, condenado por um erro da justiça.
– A criança que cresce sem pai nem mãe, lançada ao mundo sem amparo.

Diante dessas dores, a pergunta ecoa: como aceitar? como explicar?

Talvez não haja explicação que acalme a mente. A dor não se dissolve com raciocínios. Ela é como uma onda que nos afoga e nos leva para as profundezas.

E é aí que o mistério se insinua. Saturno retrógrado em Peixes, em seus últimos passos junto a Netuno, nos lembra que existem feridas da alma que não podem ser fechadas apenas com tempo ou lógica. São dores que transbordam do humano para o cósmico, como se carregássemos, em cada tragédia, um fragmento da dor do próprio Universo.

Não é castigo, não é vingança. É o mistério do sofrimento — aquele que nenhuma filosofia resolve por completo. Mas há algo que se revela: quando tocamos a dor mais funda, ela pode nos aproximar de uma compaixão maior.

Aceitar não significa concordar nem achar justo. Aceitar é abrir espaço para que a dor seja dor, sem precisar ser disfarçada. É reconhecer que a existência é também feita de abismos, e que justamente nesses abismos a alma descobre forças que não imaginava ter.

Talvez a única resposta esteja na travessia: deixar que a dor nos transforme em alquimistas do invisível, capazes de olhar para o sofrimento — nosso e dos outros — e ainda assim escolher o amor.

Saturno e Netuno, juntos, nos chamam a este limiar: suportar a fragilidade humana sem perder de vista o mistério divino. As tragédias não se explicam, mas podem nos ensinar a dançar na beira do precipício, com lágrimas nos olhos e ainda assim uma chama acesa no coração.

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