A vida não promete águas calmas
A vida não promete águas calmas,
mas oferece algo ainda mais valioso:
a capacidade de atravessar as tempestades
sem perder o próprio eixo.
Há dias em que tudo parece incerto,
e ainda assim algo dentro sussurra:
confia — coisas boas estão a caminho,
mesmo que ainda não sejam visíveis.
Ser quem se é exige coragem.
Não há espaço vazio esperando por outro igual.
O mundo já está cheio de cópias;
o chamado é para a presença autêntica.
Pouco do que nos define vem do que acontece.
Muito mais nasce da forma como respondemos.
É ali, na reação consciente,
que o destino muda de direção.
Não existe um relógio que determine
quando é tarde demais para florescer.
Enquanto há fôlego,
há possibilidade de tornar-se.
Vitórias não encerram a jornada.
Quedas não a destroem.
O que realmente importa
é a coragem silenciosa de continuar.
Aquilo que hoje parece obstáculo
pode se transformar em passagem.
Muros não precisam ser o fim —
podem virar travessias.
Quando o olhar agradece,
o que era pouco se revela suficiente.
A falta perde força
diante de um coração desperto.
O extraordinário raramente nasce do excesso.
Quase sempre surge
de um pequeno gesto a mais,
feito com atenção e intenção.
Não espere condições ideais.
Comece de onde está.
Use o que tem nas mãos.
Faça o que está ao seu alcance —
e o caminho responderá.
O futuro se inclina
em direção àqueles que ousam sonhar bonito
e cuidar desses sonhos
como algo vivo.
Defender o que é essencial exige força,
mas também fidelidade interior.
Lutar pelos próprios objetivos
é, no fundo, um ato de amor-próprio.
E se cair fizer parte do trajeto,
levantar-se é a verdadeira arte.
Não é a queda que define a grandeza,
mas a disposição constante
de voltar a caminhar.
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