solstício de capricórnio

 O Sol ingressa em Capricórnio acompanhado de Marte no início do signo e da Lua também capricorniana — um tríplice chamado à realidade objetiva, sem adornos. Não é mais tempo de fantasia estrutural: é tempo de encarar o que sustenta e o que pesa, o que é responsabilidade viva e o que virou obrigação morta.

Marte ali não grita, executa.
A Lua ali não dramatiza, amadurece.
O Sol ali não brilha para ser visto, ilumina para construir.

Mas o mapa não é seco.
O regente de tudo isso, Saturno, está em Peixes, e não está só — está embriagado de Netuno. Ou seja: a exigência capricorniana vem filtrada por uma sensibilidade oceânica, quase mística. A realidade pede estrutura, sim, mas uma estrutura que saiba acolher a alma. Caso contrário, ela desmorona.

A quadratura com Vênus em Sagitário tensiona o eixo central:
Vênus quer sentido, verdade, liberdade ética, quer respirar horizontes mais amplos e se afastar de tudo o que oprime, maltrata ou reduz a vida a mera sobrevivência. Essa Vênus não aceita vínculos sem visão, nem afetos sem propósito.

E aí entra Júpiter em Caranguejo, regente de Vênus, como chave emocional do mapa. Ele desloca o foco do “para onde vamos” para o como nos sentimos indo. O crescimento agora passa pelo acolhimento, pelo grau de cuidado emocional, pela qualidade do afeto oferecido — a si e aos outros.
Não há expansão possível sem ninho.
Não há liberdade verdadeira sem base afetiva.

O que esse solstício parece dizer, em síntese, é algo como:

Assume a realidade, mas não sacrifiques o coração.
Estrutura a vida, mas não à custa da ternura.
Honra teus compromissos, mas liberta-te de tudo o que te endurece por dentro.

Capricórnio pede maturidade.
Peixes pede compaixão.
Sagitário pede verdade.
Caranguejo pede amor.

O desafio — e o dom — está em construir uma vida responsável que seja emocionalmente habitável.
Se não houver carinho no caminho, a alma buscará saída.
E este mapa deixa claro: ela buscará.


Que o silêncio fale 
Hector Othon

No dia a dia,
que o silêncio venha antes da resposta.

Não o silêncio da fuga
nem do medo,
mas aquele que escuta por inteiro.

Que ele apareça
quando o pensamento acelera
e o sentimento transborda.

Um silêncio simples,
que não explica,
não se defende,
não reage.

Um silêncio que sustenta.
Que organiza por dentro.
Que permite sentir
sem se perder
e pensar
sem se endurecer.

Diante do ruído do mundo,
escolho o centro.

onde,
sem dizer nada,
irradio o essencial.

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Separações

Hector Othon

Ate o Natal a quadratura de Saturno com Vênus em Sagitário tensiona o eixo central:
Vênus quer sentido, verdade, liberdade ética, quer respirar horizontes mais amplos e se afastar de tudo o que oprime, maltrata ou reduz a vida a mera sobrevivência. Essa Vênus não aceita vínculos sem visão, nem afetos sem propósito.

A seguir, Mercúrio quadra Saturno até a passagem de ano, tensiona debates, discussões,

Estas armadilhas podem catalizar separações, reorganização de grupos e redefinição de propósitos....

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